quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Capítulo VI



Senti alguém me cutucando, só então eu percebi que estava dormindo. Quem me cutucava era a Lu, Para eu acordar, havíamos chegado em Avare. A entrada do condomínio era grande e luxuosa. Toda branca com um portão preto, uma cabine com um porteiro dentro, toda branca também. O porteiro conversava com a minha mãe, acho que ela estava pegando as chaves, porque eu não sabia muito bem o que acontecia. Olhei em volta, ainda tentando me localizar. Havia uma cerca de madeira e uma cerca de arbustos com espinhos ao que parecia, mas eu não sabia muito bem estava escurecendo. A entrada também possui uma pequena estrada de ladrilhos cinzas. Depois de um tempo perguntei.
-Já chegamos. - perguntei ainda sem entender nada.
-Pois é Liz, chegamos. - Respondeu Lu com um sorriso maior que a cara.
-A. Até que é bem bonito. - respondi com um sorrisinho, beeeeeeeem pequeno mesmo. - E a minha mãe? Por que ela está lá. - apontei.
-Ela está pegando as chaves de casa. - respondeu ainda sorrindo.
-A tá. Você já viu a nossa casa Lu? - perguntei curiosa.
-OMG' Você falou NOSSA casa. Que lindo Liz. - ela disse boba, como se fosse a coisa mais linda do mundo.
-Nossa. Afinal, é mesmo nossa casa agora não é? - respondi indiferente. - Tenho que me acostumar poxa.
-É. você esta certa. - ela ainda sorria.
Minha mãe estava voltando e então eu continuei deitada.
-Filha, você acordou. - ela sorria também.
-É. infelizmente agora queria poder dormir para sempre.
-Credo filha. Que horror. Nunca mais fale assim!
-A tudo bem, desculpa, mas não sei como vocês duas conseguem ficar tão felizes com uma porcaria de uma mudança.
-Simples filha, nós vamos começar uma nova vida.
-Claro. Nova e chata não é?
-Não filha. Muito legal.
-Atá me diz o que tem de legal no meio do mato.
-Não é meio do mato Lizi. É uma cidade. Uma bela cidade.
-Tá bom mãe, tá bom.
Ela arrancou o carro e em alguns minutos estávamos na tal casa. Confesso que me inprecionei ao sair do carro a casa é imensa. Ao entrar pela cozinha tem um pequeno corredor, que leva a uma sala, onde há um pequeno banheiro. Ao abrir a porta de vidro na frente da cozinha tem uma sala de jantar, então tem uns tres degrais que dão para uma sala com lareira e ao lado esquerdo tem uma sala de TV. Então mais uns tres degrais acima há uma mais uma porta onde tem várias portas, cada delas há um quarto. Tem acho que tres quartos e um banheiro e mais duas suítes. entrei no segundo quarto a direita que escolhi como meu. Abri as portas de vidro e pensei que daria para uma varanda, mas deu para um capo totalmente aberto e um pouco inclinado, todo com grama, e lá embaixo, não tão longe, mas nem tão perto tem uma piscina ENOOOOORME. Sim eu amei *---*. Sai do quarto e deixei aberta a porta. Fui explorar os outros cantos, me surpreendi, a uns 20 metros de distância e um pouco a direita da piscina tem uma tiroleza. Amei isso também. Continuei andando para a direita e lá em baixo tem um campo de futebol, tá isso também não é pra mim, mas vai que um dia eu me interesse. Mais para cima tem uma casa na árvore com uma balança. Isso eu amei *--*, pra lá não tinha mais nada, então eu dei meia volta e fui para a esquerda, mudando de direção. Quando cheguei lá depois da piscina, fui para baixo, porque não tinha nada para cima então eu fui para baixo, onde havia umas árvores, e em uma dela, mais próxima da piscina, tinha um balanço com um pneu amarrado nela. Depois olhei mais para baixo e então eu vi uma pequena porteira de madeira. Desci olhar mais de perto. Ao chegar perto eu notei que estava fechada, mas dava para pular. Eu pulei lógico. Então comecei a andar, observando tudo, é incrível como não havia ninguém lá, nem fora de nenhuma casa. É claro, já estava bem escuro, acho que os pernilongos atacam muito aqui.
-É com certeza atacam. - pensei alto enquanto uma picada acabava de começar a coçar. Desci mais rápido então vi uma churrasqueira, acho que aréa comunitária certo... Bom andei mais para frente e havia um quiosque em um tipo de praia, mas não é praia, a terra é vermelha, e a água não é salgada, eu pus o pé e estava quente. Olhei para cima e vi um tipo de ponte, só que não ultrapassava a represa inteira, só uma parte, para as pessoas pularem, sabe?. Bom era isso, eu voltei para casa não mais odiando tanto esse lugar, eu achei lindo na verdade. Quando eu cheguei minha mãe me procurava aflita.
-Filha. - disse minha mãe me abraçando. - Onde você estava?
-Explorando o local mãe. - disse rindo com a preocupação dela. - Sabia que tem uma represa lá em baixo. - disse tirando os braços dela de volta de mim. - E que tem uma casa na árvore para lá. - apontei.
-Que bom que você gostou filha. - ela riu. - Os caras estão terminando de arrumar as coisas lá dentro na sala e depois já estamos livres para arrumar nossas coisinhas. - os olhos dela brilharam. - você vai ajuda não é?
-Não tenho nada de melhor para fazer mesmo. - eu ri.
Entramos em casa e começamos a desencaixotar as coisas e levar as coisas para os devidos lugares na casa. Depois disso arrumamos tudo. Quando finalmente terminamos era 2:30 da manhã.
-Estou com fome. - disse sentando no sofá em frente da lareira.
-Vou fazer um lanche para nós. - Disse Luiza sorrindo.
-Você é um doce Lu. - Disse minha mãe, mandando um beijinho para ela.
Ela riu e foi buscar o lanche. Quando ela voltou nos ficamos rindo e se divertindo. Até deixei escapar um "até que esse lugar não é ruim". Minha mãe e a Lu me encheram de cócegas e ficaram jogando isso na minha cara o tempo todo. Assim que acabamos de comer, ajudamos a Lu a lavar e arrumar as coisas. Quando finalmente fomos dormir eram 4:50 da manhã.

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Capítulo V



Eu subi para o meu quarto porque minha mãe falou que nós vamos amanhã de noite e eu tenho que fazer minhas malas. Que bom, pelo menos vou poder me despedir dos meus amigos. Peguei uma mala velha e escolhi tres roupas pra deixar de fora, o resto eu coloquei na mala, mas não coube tudo, tive que usar TODAS AS MALAS do meu quarto. mas também deixei a necesserie e as coisas de banheiro. As maquiagens estavam dentro de uma das bolsas, dentro da minha caixa de maquiagens óbvio. Ainda amanha vou ter que comprar mais outras malas de rodinha pra por os meus bichinhos de pelúcia e minhas coisas de cama. Minha mãe falou pra eu deixar todo meu quarto vazio porque amanha não vão parar de entrar e sair de casa, com nossas coisas. Quando eu terminei de fazer o que minha mãe falou eu desci para jantar.
-Mãe a Lu vai com agente não é? - perguntei descendo as escadas.
-Se ela quiser, claro que vai não é filha. - minha mãe estava encaixotando as coisas da sala.
-Não vejo porque não. - disse Luiza da porta da cozinha. - Não tenho familia, nem parentes, nem nenhum namorado aqui. A única coisa que me segura mesmo são vocês duas. - ela foi me abraçar.
A Luiza era minha melhor amiga, por incrivel que pareça. ela é tão doce, me ouve em tudo, pentea meu cabelo, me ajuda no dever, me dá conselhos e eu a considero muito. Apesar dela ter quase a minha idade [elatem18anos] ela parece uma mãe. Cuida de tudo e largou tudo para vir trabalhar aqui.
-Ai que bom Lu, não sei oque eu faria lá sem você - disse ainda a abraçando.
-Bom, mas agora vamos jantar, porque está esfriando. Vamos Amanda, depois eu te ajudo com isso. - ela não nos chamava mais como dona ou senhora, ela já estava tão acostumada.
-Tudo bem.
Nós comemos toda a comida que como sempre estava ótima. A Lu tem uma mão de fada. Depois ainda ficamos conversando e minha mãe ficou tentando explicar como é a casa em Avaré. Bom pelo menos é em um condominio fechado e quando descemos dá para uma represa. Eu amo tomar banho em lago, mar, represa, nunca é a mesma coisa que a piscina.
Bom eu tomei o meu chá com bolo e subi para dormir. Hoje está tão calor, mas tão calor que eu dormi sem cobertor nem nada e com a janela aberta. Dormi.
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Acordei com um barulho infernal de arrasta móveis. Então lembrei que já estavam levando tudo pro caminhão. Levantei e fui tomar banho. Pus uma das roupas e fui pra casa da Beca. Quando eu cheguei lá o Gu tava lá. Com certeza eles tão namorando. E quando eu contei só faltava ela me matar. Ela chorou e chorou. Eu também e o Gu só acalmando agente. Sai da casa da Beca ainda chorando e voltei pra minha casa, mas não entrei fiquei do lado de fora e liguei pra Rafa e contei tudo. Ela também chorou, não preciso dizer que ficamos meia hora só chorando no telefone não é? Depois tive que ligar pro Mat, e ele me desejou boa sorte. Por isso eu gosto do Mat ele fala coisas boas para mim!
Entrei em casa ainda chorando. Minha mãe estava ajustando as coisas e então eu subi para ver meu quarto pela última vez. Não tinha mais nada ele estava completamente vazio havia apenas duas malas pretas de rodinha e minhas coisas de cama em um canto. Eu comecei a arrumar chorando é claro. Não conseguia mais ficar naquele lugar fui pro carro da minha mãe e coloquei o resto das malas dentro do carro. Eu ia ficar com saudade de casa, principalmente dos meus amigos. Olhei as últimas coisas saindo de casa e indo para o caminhão de mudanças. Não queria mais olhar aquilo. Então por fim acabou eu ainda estava dentro do carro, as lágrimas ainda caiam e eu não sabia mais o que fazer. Foi quando eu vi o motorista falando com a minha mãe. Puxa foi tudo tão rápido. Nem deu tempo de curtir pela última vez minha casa. Meu pai nem tinha vindo me ver, nem ligado pra mim. Agora eu também estava com raiva dele. Minha mãe entrou no carro, a Lu também. Olhei para tras e fechei os olhos com força. Queria que tudo isso fosse apenas um sonho, que não fosse verdade e quase acreditei nisso, que quando eu abrisse os olhos tudo isso ia ser um pesadelo, um terrivel pesadelo, mas então o carro partiu fazendo barulho e tremendo sob meu corpo, foi então que eu vi que não era um pesadelo. Isso era a mais pura verdade. Abracei o meu ursinho de pelúcia e cai em lágrimas outra vez.

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domingo, 3 de janeiro de 2010

Capítulo IV



Estava sentada na poltrona de casa com os pés apoiados na mesinha de centro, quando a campainha tocou. Eu levantei e fui até a porta, mas antes parei no espelhinho perto da janela para ver se tudo estava ok. "Ótimo, estou linda" disse a mim mesma, eu não me conformo como sou convencia. Abri a porta e ele me cumprimentou com um selinho.
-Vamos? - eu segurei na mãe dele.
-Claro, mas temos que ir a pé. Sabe como é novo de mais para dirigir. - ele fez uma cara de culpado e eu ri, então fomos andando mesmo. Enquanto andávamos tudo o que eu passei esse dia foi sumindo, desaparecendo... Acho que eu estava mesmo gostando do Lucas. OMG' Não posso gostar dele. Ele é galinha. Não posso. Ficar com ele é bom de mais, namorar com ele é problema. Não dá, não posso. A cada esquina que agente aparava ele me beijava e eu como não posso me render ao beijo dele, aproveitava ao máximo até a proxima esquina. Mas estão chegamos a tão esperada sorveteria.
-Aqui estamos.
-A... Estava gostando das esquinas. - Disse tristonha.
-A, mas pode deixar que comigo você não vai se decepcionar. - ele sorriu.
Então pedimos os sorvetes, comemos e fomos para uma praça.
-Que lugar lindo. - disse encostando a cabeça no seu ombro.
-Eu também acho.
Então ele me beijou de novo. Ai como eu amo o beijo do Lucas, tira meus pés do chão.
Ele me puxou ainda me beijando para tras de um arbusto com flores e tudo mais. Ele foi me apertando contra ele. Gostei da sensação, mas logo ele foi mais abusado, apertando minha bunda... até ai eu deixei mas quando ele começou a abrir o meu vestido...
-O que é isso Lucas? - me recompus indignada.
-Não é nada amor. A fala sério, todo mundo sabe que você fica com qualquer um e fica se fazendo de boa moça comigo, deixa vai.
-Não. Lucas, eu não sou assim. Fico, fico sim com qualquer MENINO - destaquei a palavra. - E ficar, na nossa idade, eu acho pelo menos, não é sair tranzando com todo mundo. Eu não sou assim.
-Porque eu queria tanto que uma garota experiente e linda como você me fizesse homem de verdade.
-Lucas!!! - protestei. - para o seu governo não sou experiente, nem sou mulher ainda.
Sai andando e o deixei falando sozinho. Garoto abusado! O que é isso. Quem inventou esse absurdo, ai que vontade de quebrar a cara de alguém!
Cheguei em casa e nem conversei com a minha mãe, subi e tomei banho, estava me sentindo muito suja. não me incomodei em colocar uma rouba bonita, coloquei só um moleton velho e uma calça bailarina, passei um pente no cabelo e desci para jantar.
O jantar foi calado ninguém falava nada.
Eu esperei o meu pai ligar para mim. então de repente recebi um torpedo do Lucas. Ai que menino chato.
"Liz, desculpa. Eu não sabia. O Beto disse e eu acreditei"
Aa então foi o tonto do Beto ai que menino idiota, nunca gostei dele e agora odeio.
Subi com raiva para o meu quarto e dormi.
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A última semana passou rápido demais. Então recebi o meu boletim.
Todas as notas azuis, raspando, mas azuis. Todas as notas assim: 5,9. e a média da minha escola é 6. Amei esse fim de ano.

-Mãe nós vamos viajar? - perguntei assim que cheguei do último dia de aula. Sempre que viajávamos era porque eu tirava acima da média e não ficava de recuperação. Não importa o quanto fosse. Então quando eu disse isso minha mãe abriu um sorriso enorme e me abraçou bem forte.
-Filha, eu estou tão feliz por você! - ela me disse ainda abraçada. Quer dizer que minha filha vai para o 3 colegail. Estou orgulhosa Lizi.
-Quer dizer que vamos viajar?
-Filha, - ela sentou no safá e tirou o óculos. - precisamos conversar.
-Pode falar mãe.
-Nós vamos viajar sim. - ela começou.
-Então... Qual o problema?
-Deixa eu terminar de falar. - escutei atenta. - Seu pai ligou hoje, mas ele não queria falar com você. - minha cara se tranformou em uma cara de tristeza, já fazia uma semana e meu pai não me ligava, e agora ele liga pra falar sei lá o que com a minha mãe. - Ele me disse que para nós não termos prejuízo depois do divórcio, ele quer ficar com a casa e nada mais. Então eu concordei e acabei de comprar uma casa em Avare. É uma casa no interor de São Paulo. É uma casa grande e em um condomínio fechado.
-Não mãe... Interior... É a treva! Não vou não! Vou ficar aqui com meu pai.
-Você não pode querida, não faz parte do acordo, seu pai só vai te ver nas férias, mas não vai começar apartir dessas férias.
-Não mãe e os meus amigos?
-Você faz outros filha.

Não podia acreditar no que estava ouvindo. Eu não quero ir para Avare. D:

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Desculpafoipequenotenhoquesair :*

Capítulo III


-Liz, pegue água lá na cozinha. - ordenou Luiza.
Fiz o que ela pediu ainda chorando, não acredito que faltando menos de uma semana para eu entrar de férias, meus pais decidiram se separar.
"Não pode ser" eu repetia para mim mesma, sem parar.
Cheguei na sala e entreguei o copo com água para a Luiza, ela sabe o que fazer.
Puxei um caderno da minha mala e comecei a abanar minha mãe enquanto Luiza punha um pouco de água nas mão e passava no rosto da minha mãe. Então, finalmente, ela começou a piscar desorientada.
-Mãe? - eu perguntei ainda cherando. - O que aconteceu, mãe?
-Calma Liz, de tempo para ela ver que está tudo bem.
-Mas não está tudo bem Lu. - eu gritei entre soluços. - Meu pai foi embora de casa, como isso pode ser bom?
-O... que? - perguntou minha mãe acordando.
-Mãe, você está bem ? - eu perguntei abraçando-a.
-O que... você... disse Liz? - perguntou ela encontrando dificuldades ao falar.
-Nada, mãe, nada. Só quero saber se você está bem. O que aconteceu? O que você fez?
-Chega Liz... deixa ela respirar, depois do almoço vocês conversam. - disse Luiza me interrompendo.
-Não... - eu resisti. - Não vou comer, sabendo que minha mãe está mal.
-Mas você precisa Liz. - ela insistiu.
-Não posso. - balancei a cabeça.
-Filha... - começou minha mãe. - Vá comer, depois conversamos, faça o que a Lu falar.
-Tudo bem mãe. - eu disse limpando o rosto.
Eu e a Luiza fomos andando para a cozinha. Sentei na primeira cadeira e a Luiza pos minha comida na minha frente e ela se sentou ao meu lado. O almoço passava e nós duas em silêncio. Eu comia, chorando, chorando. A Luiza passava a mão nos meus cabelos, me acalmando. Quando por fim terminei de comer, fui até a sala. Minha mãe repousava assistindo a TV.
-Mãe... - a interrompi.
-Filha... venha cá.
-Mãe o que aconteceu com você hoje meu Deus?
-A filha. Eu tomei remédios, não queria mais ouvir seu pai me comparando com outras meninas.
-E por isso você quase se matou! - eu dei uma bronca nela.
-Eu sei filha, me desculpe. - ela pediu e parecia sincera.
-Hum... - eu pensei um pouco. - Só se você prometer nunca mais... Ouviu... Nunca mais, fazer isso outra vez. Não quero perder minha mãe e ficar orfã.
-Tudo bem... Eu prometo. - ela fez o gesto de promessa com o coração.
Nós nos abraçamos.
-Agora cadê seu pai filha?
-Ele... ele foi embora mãe. - o nó na minha garganta apareceu de novo.
-Como assim? - ela perguntou indgnada.
-Ora... ele pegou as coisas dele e saiu.
-Meu Deus... - ela pos a mão na boca - Bom... melhor. Assim não termos mais briga. Não é mesmo.
-É... - eu respondi tristonha. - Vou me trocar - respondi a ela.
Subi correndo as escadas e entrei no meu quarto.
Abri o meu armário e puxei a primeira gaveta que vi. Peguei um vestido azul, bem solto e vesti.
Fui até o meu banheiro e lavei o rosto.
Peguei o meu mp4 e coloquei bem baixinho na minha musica preferida e deixei tocar. Deitei na cama e acho que cochilei.

Quando eu acordei, foi com o toque do meu celular. Tirei o fone do ouvido e tossi. Atendi o celular.
-Oi?
-Oi Liz.
-Ah. Oi Lucas. Tudo bom?
-Aham. Sabe o que eu estava pensando?
-O que Lu? - eu dei um sorriso.
-Estava lembrando do seu beijo. - ele riu.
-A é... E era um pensamento bom, ou ruim?
-Ótimo.
-Que bom. - eu mordi o lábio.
-Eu estava pensando se você não quer ir tomar sorvete comigo?
-A seria ótimo.
-Tá bom, então te pego ai daqui a pouco.
-Beijos. - eu desliquei.
Desci as escadas como um tiro.
-Mãe! - eu gritei.
-O que foi filha?
-Mãe, o Lucas me convidou para tomar sorvete, posso ir com ele ?
-Pode filha, mas não demore muito.
-Tudo bem mãe.
Eu subi para me trocar.
Dessa fez eu fiz uma trança embutida e pus um vestido laranja bem colado no corpo e uma sandália rasteira da mesma cor. Esperei o Lucas chegar.

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sábado, 2 de janeiro de 2010

Capítulo II

Capítulo II

A Rafa veio correndo na minha direção.
-Você recebeu o meu torpedo Li? -ela está muito entusiasmada.
-Claro! - mostrei o meu celular. Fui andando até a escada de entrada que é de marmóre branco. A Rafa me seguiu.
Eu Rafaela, Mat, Rebeca e Gustavo somos os mais populares do Colégio Rutens. O melhor colégio da cidade.
-Ficou feliz por mim? - ela perguntou ainda entusiasmada. Os olhinhos da minha amiga brilhavam.
-Fiquei. Fiquei sim Rafa, mas por favor, fique esperta, o Mat é muito assanhado. Não caia na onda dele, não faça o que ele quer...
-Ai... lá vem você com esse papo de novo. Eu sei me virar tá legal... Se eu quero ficar com o garoto, é ficar por completo, poxa vida... você parece minha mãe.
-Mas é pro seu bem... eu conheço o Mat e não é de hoje... - eu olhei para baixo.
-Ai tá bom Lizi. Tá bom. - Ela saiu andando.
-Tá Rafela, mas depois não diga que eu não avisei. Pode fazer o que você quizer, não tô nem ai. - eu gritei e ela continuou andando.
Fiquei mais um pouco lá fora, lembrando de tudo o que aconteceu essa manha... De repente o sinal tocou me fazendo pular.
Eu entrei na sala e fui direto conversar com a Rebeca.
-O que deu na Rafa hoje? Ela tá azeda pra caramba... Nossa.
-Ai é que ela vai ficar com o Mat hoje e eu disse pra ela tomar cuidado... ai ela ficou assim.
-Afe que menina enjôada. Você foi dar um conselho e ela faz isso.
-Pois é.
-Oi meninas. - o Gustavo chegou e foi pro lado da Rebeca.
-Oi Gu. - ela respondeu e deu um beijo demorado na buchecha dele.
-Iiiii... Desculpa to saindo fora. Não quero acabar com outro casal feliz e contente. - eu andei até a mesa do outro lado da sala.
Fiquei olhando o Gu e a Beca, a Rafa e a Rafa e o Mat. Me senti mal, mas feliz ao mesmo tempo. Não entendi direito. Acho que estou feliz por meus melhores amigos estarem ficando tão bem, e triste porque eu não tinha ninguém como eles.
A aula começou, e eu de novo, como sempre fiquei rabiscando a mesa, até a professora me dar uma bronca.
Foram 4 aulas antes do lanche, eu estava exausta, ainda faltam mais tres aulas.

Desci para a cantina e como sempre, sentei com os 4 melhores amigos que alguém pode ter. A Rafa virou a cara. A Beca sorriu.
-Já pegaram o que comer? - perguntou Mat tentando quebrar a tensão do ar.
-É acho que sim. - mostrei minha bandeija.
-Rafa, não fica assim com a Li. É chato pra caramba.
Ela resistiu um pouco, mas depois cedeu.
-Me desculpa Liz?
-Claro que desculpo. - nós nos abraçamos.

Voltamos para a sala e então começou a prova mais temida do ano... a última prova de matemática. Uma musiquinha de terror ecoou na minha cabeça.
50 minutos depois fomos liberados, e fomos para outra aula chata.
Dessa vez a aula era de Português, mas eu nem prestei atenção fiquei parquerando o gatinho do Lucas na outra ponta da sala, ele manda sorrisos pra mim toda hora, aqueles olhos dele me deixam louca.
Depois o sinal tocou fomos liberados para ir pra casa. Eu andei lentamente até a porta, sorrindo, lembrando do sorriso branco do Lucas.
Quando sai e fui para o jardim. Alguém me puxou e tampou os meus olhos com as mãos. Fui encostada na parede e um menino, provavelmente, me beijou.
Ele tirou as mãos dos meu olhos, mas não adiantou eu continuava o beijando de olhos fechados. Ela beija tão bem.
De repente quando ele beijou o meu pescoço ou abri meus olhos e era ele. O Lucas.
Que bom. aquela sensação de mal estar do lanche tinha passado, agora era diversão que eu sentia.
Então só para estragar o meu lance a Luiza chegou e foi gritando me chamar. Eu dei um beijo demorado no Lucas e andei para frente, ele segurou o meu braço.
-Posso te ligar hoje?
-Claro que pode. - eu pisquei para ele.
Dei uma corridinha até onde a Lu estava.
-Credo Luiza, o que aconteceu?
-Sua mãe... - ela disse tomando fôlego - ela tá mal Liz.
-Meu Deus...
Corremos para o carro.
Assim que chegamos em casa, meu pai estava saido, com as malas e tudo. Eu comecei a chorar.
-Não vai pai, por favor. - eu o abracei.
-Desculpa filha, mas a sua mãe não tem jeito.
-Tá bom pai. - eu disse entre soluços. - Depois te ligo.
Entrei chorando em casa e vi minha mãe desmaiada no sofá da sala. A Luiza estava a abanando. Eu chorando toda esbaforida fui tentar ajuda-lá
-


/sóporqueaAnnapediu *--*
Te amo menina <3

Capítulo I

Capítulo I

Hoje o pessoal aqui em casa acordou de mal humor. Droga. Já vi que o meu dia vai ser um lixo.

-Para de gritar Rogério, eu não sou surda! - Hoje foi assim, com essa frase que eu acordei e ainda uma hora antes de eu ir para escola. Que saco ¬¬'
-Eu também não sou surdo Amanda, então você também tem que parar de gritar, eu não sou o seu filho, sou seu marido!
-Mas que droga! Nem parece meu marido. Não sabia que marido agora podia sair com meninhas toda noite...
-Já disse que elas são minhas clientes, lá do escritório. Não tem nada há ver.
-A... então por que as clientes são bem mais novas do que você e sempre saem de uma baladinha?
-Como você sabe isso Amanda?
-Existe uma coisa que se chama detetive, sabia disso Rogério?
-A... então você estava me espionando... Porque não confia em mim, não é Amanda?
-É. Não confio mesmo... Desda escola que você não é santo Rogério... Desda escola.

Parei de ouvir a conversa. Fui para o banheiro e tomei um banho quente.
Depois de relaxar um pouco, escolhi uma roupa tipo mini-saia, blusa colada e uma bota de couro. Depois disso coloquei o meu make do dia-a-dia e fiz escova no meu cabelo. Não que eu quero me gabar, mas eu estou linda está manhã. Meus olhos verde-água estão destacados pelo lápis e pelo rímel, meus lábios estão realçados pelo brilho rosa que eu estava usando, meu cabelo castanho claro está caindo perfeitamente até o meio das costas.
"Eu amei como eu estou, não vou mudar nadinha!" - pensei entusiasmada.

Desci as escadas rapidamente e fui direto para a cozinha, meus pais continuaram discutindo no quarto. Não acreditava que dois adultos seriam capazes de se comportar pior que crianças, meu Deus do céu. Vasculhei a mesa de café exposta na cozinha. Peguei o meu chá gelado e um melão. Sentei e comecei a comer devagar. De repente meu celular toca... A Rafa acabou de me mandar
uma mensagem:
'Li. Hj eu vou ter que matar aula, tô tão empolgada, adivinha... O Mat vai ficar comigo... mas agente vai ter que sair na aula, ele quer me levar em um lugar especial...'
Balancei a cabeça em sinal de negação. Terminei de ler e olhei as aulas. São 6:45. Faltão 5 minutos para o portão da escola abrir... Mas eu posso chegar até 7:30.
Terminei de comer e subi para escovar os dentes.
Bati na porta do quarto dos meus pais.
-Pode entrar. - ouvi minha mãe com voz de choro dizer baixinho. Quando eu entrei a porta do banheiro estava fechada e meu pai estava tomando banho.
-O que foi mãe? - perguntei sentando do lado dela
-A... Seu pai e eu brigamos de novo. - ela choramingou.
-Bom, mas vocês sempre brigam e depois voltam... Não é. - disse tentando acalma-lá
-Mas agora foi feio... Ele disse que não vai mas voltar para casa hoje, ele vai começar a morar em um hotel...
-Meu Deus - eu disse surpresa. - Mas mãe... é só um tempo não é... Vocês vão voltar.
-Acho que dessa vez não filha.
Olhei para baixo triste.
-Mãe eu tenho que ir... Estou atrasada... - menti, para fugir daquilo, estava me sufocando.
Desci correndo as escadas. Não isso não pode estar acontecendo, não comigo.
Estava desesperada, sem saber o que fazer.
Bati na porta da Luiza, nossa empregada.
-Lu, preciso ir pra escola agora.
Ela abriu a porta e me abraçou.
-Eu ouvi os gritos querida, dessa vez foi feio.
-Pois é, Lu. Não acredito nisso.
-É Li, mas agora temos que ir não é querida...
-É, eu acho que sim.
Então ela se dirigiu para a garagem e abriu o carro da minha mãe. Nós entramos e fomos direto para a escola. Não conversamos o caminho todo. Tinha um nó na minha garganta. Eu queria chorar, desabar bem ali, mas me controlei.
"Minha maquiagem" Pensei "não posso borrar".
O pior é que agora na escola tenho que segurar uma barra também. Hoje tem prova de matemática, tô ferrada. E minha amiga é burra demais para perceber qual o interesse do Mat nela. Já fiquei com o Mat várias vezes e sei bem como ele é.

Desci do carro e entrei na escola com o meu sorriso lindo, que faz todos os garotos pirarem.
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O sol em pela escuridão

O sol em plena escuridão conta a história de Lizi. Uma adolescente popular revoltada com a vida. Os pais dela estão se separando e ela e a mãe estão se mudando para outra cidade. Lizi não aceita, pois reclama que seus amigos não estarão lá com ela.
Acompanhe o destino de Lizi, todos os dias aqui no Blog Story