quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Eu protesto...


E eu protesto...


Só queria que soubessem que não é facil, não é facil pra mim. eu pensava que essa amizade era mais importante que tudo, eu pensava que ela superaria tudo. Elas não eram best friends, elas eram best friends forever, mas parece que o forever foi esquecido muito facil. Será que era porque o best friends nunca existiu? Ou será que nem as mais verdadeiras amizades resistem a Hollywood? De alguma forma eu me sentia segura, porque eu sabia que se a Demi tivesse triste eu passando por dificuldades a Selena ia estar ali assim como a Demi ia estar quando a Selena estivesse sozinha. Eu substituia a minha tristeza de não poder estar com uma, pela certeza de que a outra estava fazendo a mesma coisa que eu iria fazer se pudesse. Era o meu único porto seguro. Mas e agora que tudo acabou? Quem vai cuidar da Demi pra mim? Quem vai cuidar da Selena pra mim? Só sei que depois disso tudo eu nem sei mais se o branco é mesmo branco, e se o preto é mesmo preto. Não pode uma amizade terminar. Me deixa triste, me magoa profundamente vê-las assim: "Pergunta pra Taylor..." Não Demi, pergunta pra você ! Nunca pode isso acontecer, tudo o que eu sinto, tudo o que eu escrevo, tudo, tudo quem me motivou, a quem será? - Eu respondo, meu mundo gira e nele vivem pessoas felizes. Demetria, Selena, Joe, Nick, Kevin, Taylor. Todos juntos, meu mundo gira, e eu vivo por eles, a cada batida do meu coração. Todos os famosos Tum Tum, para mim tem um significado, tem um som diferente. Tem esse som: Demi, Sel, Joe, Nick, Kevin, Frankie, Taylor. E nenhum deles entra em atrito, porque todos estão no mesmo lugar, a todo o tempo, a todo minuto, a todo segundo, sempre fortes, me fazendo sobreviver nesse mundo de loucuras em que eu não quero perder a cabeça. A Atuação, a musica de vocês, me faz rir, me faz chorar, me faz sentir, me faz amar e isso não pode e nunca vai acabar. Meu coração fica descompassado, minha respiração falha, as lágrimas correr, a dor toma conta e eu não quero e não vou deixar que isso me dome, porque eu ainda tenho as minhas esperanças. Não, nunca, jamais, eu vou deixar Demetria Devonne Lovato e Selena Marie Gomez, tomarem sentidos diferentes na vida, porque o sonho delas, das duas foi se realizando, e juntas sempre conseguiram tudo o que sonharam desde pequenas juntas, no Barney, no Programa de Proteção para Princesas, na Disney, na Sunny entre estrelas, nos Feiticeiros de Waverly Place, Kiss&Tell, Here go again, Don't for get, viu quantas coisas já passaram na vida, e viram quantas coisas eu não vou deixar acabar !

Eu protesto, protesto contra a inimezade, e alego a amizade, porque quem irá cuidar da Selena, se a Demi, não está perto ? E quem irá cuidar da Demi, se a Selena não está perto, quem ?

Não não gente, elas tem que se cuidar.
Cadê o MEU exemplo de BFFs, cadê o que me motivou a ter uma BFF na vida, meu pensamento não vai deixar isso acabar de uma hora pra outra! Uma vez Best, sempre Best. Sim elas brigaram, sim na amizade existe brigas, mas tudo passa...


Como eu sempre digo: Na amizade há virgulas, mas nunca um ponto final (':

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Capítulo XII





Limpei rapidamente as lágrimas, para ninguém vim me perguntar o por que de tudo e eu ficar pior do que já estou. Cara eu não posso acreditar nisso, não posso acreditar que eu cai na lábia dele. Bom eu sempre tive medo de fazer isso porque eu sei que sou sensível, e não queria me magoar desse jeito.
-Liz, agente vai lá ta? - falou Sam pegando a mão do Vitor e caminhando em direção ao caiaque.
-Ta. - eu sorri para ela.
Olhei os quatro andando de caiaque e eu vi que quando Nick e Jessica se aproximavam Vitor e Sam, saiam de perto. Mas me distrai com uma menininha linda, acho que com dois anos, ou tres, ou menos ainda... Ela tinha o cabelo preto, os olhos azuis cintilavam no sol, seu cabelo preso em um rabo, batia um pouco antes da cintura, ela estava com um vestidinho solto rosa bebê. As bochechas rosinhas do calor, dava para perceber o suor dela, e sentir na pele o calor que ela está sentindo. Ela estava com um passarinho vermelho na ponta do dedinho, ela dava na boca dele um pedaço da banana que ela comia. Ela de repente se levantou e o passarinho não se mexeu ela andou com cuidado protegento o passarinho até uma toalha vermelha quadriculada com branco, onde estava uma cesta com várias coisas, um piquinique provavelmente. Um homem sentado no chão sorria com os dentes brancos para a menininha que continuava caminhando até a toalha. Ela sentou no chão e colocou o passarinho na palma da mão e logo depois no chão. O passarinho olhou para ela, ela sorriu, ele deu uns tres pulinhos e voou. Ela sorriu para o homem que estava com ela, o pai provavelmente. Logo depois ela passou a mãozinha por tras do cabelo e pegou a água. O homem pegou e jogou um pouquinho na mão dela e ela passou por tras do cabelo. Então começou a correr em volta da toalha e o homem correu atras dela até que conseguiu pegá-la. Os dois cairão no chão e riam muito.
Fui tirada do transe por um grito muito agudo e um barulho de água. Olhei imediatamente na direção da Sam, que ria muito, ria de chorar mesmo. Olhei para onde ela apontava e então eu vi e comecei a rir muito também.
Jessica na água, batendo os braços feito uma pata tendo um ovo. Ela tentava espantar os peixes eu acho, o Nicholas em cima do caiaque se desequilibrando, ele dava a mão para ela, mas ela o puxava junto, ela tentava subir, mas não conseguia. Nesse momento eu já chorava muito, de rir claro. O Nick caiu na água. Eu comecei a rir mais alto. Ele me olhou com um olhar triste e eu já não ria mais, apenas o olhava.
Sam saiu do barco rindo muito. Ela caia de rir. Ela e Vitor, cairam rindo, do meu lado, mas rindo muito mesmo. Não pude deixar de rir também. Logo depois eu vi, o Nick e a Jessica subindo. A Jessica reclamava e choramingava. O Nick, puxava o barco, emburrado, todo pingando. Não pude deixar de notar que ele fica lindo desse jeito. Mas tudo se acabou quando eu vi a Jessica o abraçando e pedindo desculpas e ele a dando um selinho. Ao que percebi Nicholas não gosta de ser humilhado ou o motivo da piada do dia.
-Tudo bem chega de rir. - Disse Sam enxugando as lágrimas que corriam como loucas pelo seu rosto. Ela ainda riu mais um pouco antes de parar totalmente.
-Pronto? - eu brinquei. - Vamos logo Sam, tô morrendo de calor aqui. - eu levantei e a puxei.
Nós entramos no barco e navegamos em circulos durante um tempo, rindo, como sempre.
-Tudo bem, acho que só os meninos sabem pilotar essa coisa. - comentei.
-Não é nada disso. - ela pegou os remos e jogou na grama perto da gente. O Vitor estava lá orientando agente. Ele pegou os remos e levou para o quiosque. - você que não sabe pilotar. É assim Liz. - ela moveu as mãos rápido me jogando água. E eu fiz o mesmo. E quando notamos já estavamos quase no meio do lago.
-Você também não sabia pilotar. - eu mostrei a ela onde estavamos. Quase na hora do almoço por sinal, minha barriga roncou.
-Ual. Bom, vamos logo andar mais um pouco porque eu acho que vamos almoçar daqui a pouco. - ela assoviou.
-Sam, o que você fez ontem depois que agente não se viu na festa? -perguntei me lembrando do falatorio dela no café da manhã.
-A, comecei a namorar o Vi. - os olhos dela brilhando. - Sabe agente já se paquerava fazia tempo, tava na hora né. - ela mordeu o lábio.
-Pois é. - eu sorri. - Acho bom agente voltar, se não agente vai ser morta, eu acho. Olha a madame chuchu lá emburrada já. - a imitei e a Sam riu.
-É mesmo. - ela concordou. - Mas olha como estamos longe, nunca vamos voltar a tempo. - ela fez uma carinha tão fofa, que eu tive que apertar aquelas bochechas, mas quando eu apertei as bochechas da Sam o barco, por conta propria virou.
-A. Não foi culpa minha. -eu ri e Sam me acompanhou.
-A claro que não. - ela riu mais.
Chegamos esbaforidas na beirada.

Capítulo XI





Ouvi e assenti. Andamos mais alguns passos até chegar no mini bug do Vitor. Todos entramos então ficou assim: Vitor na frente dirigindo, Sam do lado dele, eu atrás da Sam, aquela menina loira do meu lado mas ela estava virada para o Nick, que sentava do lado dela. O bug partiu, ligaram o rádio e está passando Tik Tok da Ke$ha, amo demais essa música. Eu, Sam e Vitor estavamos cantando quando...
-Gente, tira dessa música é muito ridícula. - comentou a menina loira.
-É mesmo pô, tira ai. - Nick mexia no cabelo dela.
-Não vou tirar Jessica, tampa os ouvidos. - rebateu Vi. Amei isso.
-Deixa pra lá amor, - fingi que não ouvi essa palavra. - depois eles melhoram esse humor. É que acabaram de acordar. - ele sorriu.
-Tá bom. - ela cruzou os braços emburrada.
Ai que menina mais mimada. - pensei.
Estava olhando para o Nicholas, então decidi falar um "oi" básico.
-Oi Nick. - eu sorri e peguei na mão dele.
-Oi... - ele tirou a mão rápido e colocou na perna da Jessica.
Raiva, raiva, mil vezes raiva.
-Quem é ela chuchu? - AHÁ. CHUCHU? que apelido idiota. Eu comecei a rir.
-A é a Lizi. Uma menina nova do condomínio. - respondeu e me olhou com uma cara...
-E quem é ela Ni? - revidei.
-É uma menina que eu gosto muito. - ele me fuzilou com os olhos. - Porque a pergunta?
-Nada não... - disfarcei a tristeza em minha voz, sem muito sucesso.
O resto do caminho foi silêncioso, a não ser pelo rádio cantando sozinho. Depois de Tik Tok, passou Baby do Justin Bieber, depois passou Recomeçar do Restart e Sexy Bitch do David Guetta.
-Chegamos pessoas. - avisou Vitor.
Eu e Sam pulamos do bug, sem abrir as portas. Jessica ficou olhando pra mim e pra Sam enquanto saia do carro com o Nick. O Vitor tirava as nossas coisas, nossas eu digo minhas, as da Sam, e as dele. Começamos a andar devagar uma decida de grama que levava a um quiosque perto do lago.
-Quem vai andar de caiaque? - perguntou Vitor olhando para o Nick e para a Jessica que desciam ainda. Mais um tempo e eles chegaram.
-Chuchu, eu tenho medo... - ela mordeu o próprio lábio.
-Não tem problema gata, eu vou contigo. - ele a abraçou.
-Então eu vou. - ela deu um pulinho ridículo e levando um dedo.
-Tá. - Vitor se virou. - Liz, você vai?
-Não sei, não tem ninguém pra ir comigo, acho que eu só vou ficar olhando mesmo. - dei de ombros.
-Porque se você quiser eu vou uma vez com a Sam e depois com você, ou a Sam vai com você.
-É mesmo Liz, depois agente vai juntas. - ela sorriu e eu abracei.
-Como é bom ter uma melhor amiga aqui. - ela riu.
-Ei, e um melhor amigo, não conta também? - Vitor perguntou fazendo biquinho.
-Claro que conta. - ele sorriu e veio me abraçar.
O Vitor me puxou e puxou a Sam também.
-Liz, não liga pro Nicholas, ele sempre é assim, você vai ver, amanhã ele nem vai tar mais com a Jessica, mas deixa porque eu e a Sam, não vamos te abandonar tá?
-Tá. Ai como eu amo vocês. - abracei bem forte os dois.
-Vamos logo gente, eu não quero torrar no sol. Ai - ela deu um pulinho. - acabei de lembrar que não trouxe o protetor chuchu. Você trouxe?
-Ai amor, eu não...
-Bom tudo bem, eu dou um jeito. - ela pegou a MINHA bolsa e começou a abrir e procurar alguma coisa.
-Ei ei ei. - gritei de onde eu estava. Ela nem ligou. Corri pra onde ela estava e dei um pigarro, de novo ela fingiu que não era com ela. - Ai achei, finalmente. - ela levantou de costas pra mim, e quando se virou. - Ai, que susto menina. Você não pode assustar as pessoas assim sabia? - ela me empurrou e foi andando para a MINHA canga. - Agora, me dá licença que um gato tem que passar isso em mim.
-A mas não mesmo. - ela se deitou na minha canga e deu o protetor pro Nick.
-Não o que garota? - ela tirou os óculos e me olhou.
-Minha bolsa. - apontei. - Meu protetor. - tirei da mão do Nicholas. - E minha canga. - olhei pra ela.
-Ai querida, deixa eu usar, você nem usa isso. Olha sua cor. - ela levantou e pegou meu braço.
-As minhas coisas. Se você quer uma dessas, vai ali ó - verei ela e apontei. - Onde compramos as coisas que esquecemos. - pisquei pra ela.
-M-mas eu não tenho dinheiro. - ela choramingou.
-A, que pena. - eu dei de ombros. - Então torra no sol. - me virei.
-Toma o dinheiro e vai lá comprar amor. - ouvi o Nicholas dizer. - Lizi, espera. - ele veio correndo. - Por que está fazendo isso? O que custa deixar a Jes usar suas coisas.
-Por que VOCÊ está fazendo isso comigo? - olhei séria para ele.
-O que?
-A por favor não se faça de desentendido, porque você sabe muito bem o que.
-A eu não disse que sou seu namorado, ontem.
-Nem eu disse, mas eu queria que você pelo menos parasse de me evitar, e me fale sinceramente o que você quer, porque eu já nem sei.
-Olha ontem foi tudo só curtição. Eu faço isso, não senti nada por você garota.
-Tabom. - Eu me senti mal.
-Pronto chuchu. - ele passou o protetor nela, eles pegaram o caiaque e na hora de descer ela deu um gritinho ele acalmou ela e a beijou.
Acho que lágrimas escorreram pelo meu rosto.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Capítulo X







Primeiro vou agradecer a Anna pelo comentário que eu amei de paixão *-*
Amo você Anna

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O resto da madrugada foi praticamente: dança com o Ni, e beijos, muitos beijos [haha].
Antes do amanhecer, como prometido, eu havia chegado em casa, umas 4:30, eu acho, bom o sol estava bem raso no céu, dali a pouco iria amanhecer de vez.
-Pronto, está entrege. - ele riu e me beijou de novo.
-Até mais tarde Nicholas. - eu pisquei para ele e ele devolveu com um sorriso.
Ele se virou e foi andando para casa, eu não aguentei. Corri e o abracei e então sussurrei no ouvido dele.
-Eu te amo Nick. - outro beijo e sim este foi o último. Dessa madrugada.
Entrei em casa e tirei o salto, joguei atras da mesa de jantar. Deitei na cama vestida mesmo e adormeci.
-
Umas 9 horas, minha mãe veio me acordar.
-Filha. - ela disse abrindo as janelas. - A Sam tá aqui...
-Ãhm? - disse esfregando os olhos- A Sam ?
-Sim, filha, a Samantha.
-Tá... É... diz pra ela que eu vou me arrumar e se ela não quer tomar café com agente... - disse me levantando e estendendo a cama.
-Ok. - ela saiu do quarto.
Pus um vestido azul claro e prendi meu cabelo em uma trança embutida, calcei os meu chinelos azuis e lavei o rosto.
Quando eu cheguei na sala de jantar, no caso, café da manhã, Sam já estava super a vontade. Sentada conversando animada mente com minha mãe e a Lu. Elas já estavam bem a vontade, pareciam amigas de infância.
-Atrapalho? - perguntei passando a mão no cabelo da Lu, que estava de costas para mim.
-Claro que não querida. - A própria Lu respondeu. - Senta Liz.
Fiz o que ela pediu. A mesa já estava posta e com todas as coisas que eu gosto estava lá, pão com manteiga, frutas com mel, queijo, salame, e outras coisas. Peguei um pote com carambola, maçã e banana e pus mel, granola e ameixas por cima e um copo de suco de laranja. Comecei a comer, estou com fome.
-Então Sam, o que te faz vir aqui tão cedo? - nós quatro rimos.
-Bom é que eu quero saber duas coisas. - ela fez suspense, enquanto mordia o pão. - Primeira, onde você foi o resto da festa que eu não te vi mais, e preciso te contar o que aconteceu comigo. - os olhos dela brilhavam e a Lu e minha mãe só olhavam pra mim e pra Sam, pra mim e pra Sam. Toda hora.
-Tá eu tava com o Nick. - acho que corei, porque eu senti o meu rosto quente. - Até que ele me trouxe pra casa. Nada de mais - foi isso mesmo que aconteceu, não entendi o porque dos olhares em mim. - Calma gente ainda sou virgem viu.
-Pois é. - disse ela desviando todos da minha atenção e ela dando mais uma mordida no pão. - A outra coisa é que eu to querendo saber se você quer ir comigo, com o Nick e com o Vi pra um lugar onde agente anda de caiaque toda semana ?
-Vamos sim - na verdade estou morrendo de medo, mas com o Nick do meu lado, eu posso fazer isso. Estava pensando que óbvio que o Nick vai comigo né. Ai meu deus estou apaixonada. Eu ri por dentro.
Terminamos de tomar café e fomos encontrar os meninos. E eu vi uma coisa que eu não gostei.
O Nick saiu da casa dele abraçado com uma menina e os dois riam muito. Ele nem me cuprimentou nem nada, passou reto. A Sam veio pro meu lado e percebeu que eu estava triste.
-Calma amiga! - me consolou.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Capítulo IX




Para a Anna [teamoamiga <3


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Cheguei varanda mais ou menos as 7:20 e sentei no banco ao lado da minha mãe.
-Caraca filha. - disse minha mãe pegando na minha mão e me fazendo dar a típica "voltinha". - Você está linda de mais. - ela sorriu.
-Que bom que você gostou. - nós rimos.
-Posso roubar essa menina linda, madame? - reconheci a voz, bom, agora reconhecia de longe. Era o Nick. Ele pegou minha mão e me deu um beijo no rosto. MORRI.
-Claro que pode meu jovem. - respondeu minha mãe entrando na brincadeira. Ela riu de novo.
-Mãe... - ela só me faz passar vergonha .-.
Nick me olhou e deu um sorriso.
-Prometo que trago ela antes do anoitecer.
-Tudo bem. Se divirtam. - ela piscou para mim.
Saimos andando. O começo da noite está linda. A lua já aparece e as luzes no chão começam a se acender, mostrando o caminho. havia alguns vagalumes ao nosso redor. Puxei assunto.
-Onde é a festa? - peguei na mão dele.
-É na casa do Caio... Um amigo nosso. - ele passou o braço pelos meus ombros, mas eu não soltei a mão dele.
-Mas não tem problema eu ir lá... nem conheço o cara - fiz uma careta.
-Claro que não o Caio é trancks... Mas se ele ficar bravo, eu vou sair de lá e ficar com você. Não vou perder a oportunidade de ficar junto com uma gata, como você. - ele passou a mão no meu rosto e eu sorri.
-Tá bom então.
Andamos e fomos brincando de ver quem contava mais vagalumes. Eu sei é uma brincadeira besta, mas com o Nick tudo fica tão perfeito, até essa brincadeira.
-Eu contei 20, e você? - perguntei.
-19. - ele fez uma carinha triste.
-A não fica triste Ni, eu dexo você ganhar. - olhei para ele.
-Não, foi você que ganhou, agora também, vou te dar o premio. - ele sorriu.
-Que premio? - curiosa.
-Esse ó. - ele chegou bem perto de mim e começou a me fazer cócegas.
-Nicholas, para, para. - implorei. Então ele parou e me pegou no colo depois me pois no chão, estavamos tão perto que eu podia sentir a respiração dele. Ele chegou mais perto ainda, então...
-LIZ, LIZ. - A tonta da minha nova amiga veio pulando com os olhinhos brilhando na minha direção. - Ainda bem que você chegou, achei que você não viesse. - Eu e o Nick nos separamos, pois ela chegou mais perto. - Ou, atrapalhei alguma coisa?
-Não não. - eu respondi rapido. Ela olhou pro Nick.
-Não mesmo. - ele coçou a nuca, olhando para baixo.
-A então tá. - ela veio mais perto. -Vamos Liz, quero dançar, vem logo. - ela disse me puxando e correndo. Eu olhei pro Nick, e ele deu aquele sorriso lindo dele *-*, não consegui não sorrir também.
Cheguei na casa e é praticamente uma balada. Minha amiga quase me arrastou para dentro e eu ainda de queixo caido, com tanta beleza.
A música aumentou. E nos começamos a dançar. Sam estava se divertindo pra valer, mas eu não conseguia parar de pensar no meu quase beijo com o Nicholas. Cara como eu sou sortuda um cara lindo desses queria me beijar, e hoje de manhã já tinha rolado um clima. Eu podia até estar dançando, mas eu estava na verdade era procurando o Nick.
Fui pegar um refrigerante, tinha dançado muito. Olhei no relogio da parede e são 2:30.
Caramba, duas e meia e eu ainda não achei o Nick... - pensei triste.
Andei devagar lá pra fora, olhando cada cantinho. Até que eu o vi. Estava sentado na beira de uma pedra. olhando para a lua, tomando água, eu acho.
-Oi. - falei o abraçando por trás.
-Oi - ele me deu um beijo na bochecha então eu me apoiei na pedra e ele se apoiou por trás de mim. - Sabe no que eu tava pensando? - sussurrou ele no meu ouvido.
-No que? - perguntei no mesmo tom.
-Em você. - ele me abraçou e deu um beijo no meu pescoço.
-É? Sabe que eu também... - sorri.
Ele não disse nada apenas me virou, me puxou para ele e então nós nos beijamos. Nos beijamos a luz da lua, ao olhar das estrelas, meus dedos se enroscaram nos seus cabelos e suas mão eram firmes na minha cintura.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Capítulo VIII



-O que é isso Liz? - perguntou Sam me olhando.
-To tentando chamar atenção deles ali. - Olhei para eles.
-Desiste. - ela riu.
-Ai, meu deus, porque você é tão negativa Samantha?
-É diferente eu sou REALISTA! - ela enfatizou bem a palavra.
-Bom, eu não acho que isso é ser realista. -eu ri e ela riu junto.
-Eu acho que é isso mesmo! - ela me fez cocégas então eu ri alto.
-Talvez assim, desse jeitinho eles olhem pra você. - ela riu e riu.
-Talvez. - tentei faze-la parar.
De repente, quando finalmente ela parou, vi um quatro pezinhos se aproximando, todos molhados.
Ai meu Deus, o que essa louca fez???? -pensei aflita, enquanto eu revia minha possição e meu biquíni para ver se tudo estava no lugar, sentei rápido e passei a mão no meu cabelo, para dar uma ajeitada básica. - Ótimo, nem tá tão ruim assim. - pensei.
Olhei pra cima, e vi dois meninos um de cabelo bem preto e olhos azuis e o outro de cabelo castanho e olhos mel, os dois tinham os sorrisos brancos lindos, de tirar o fôlego [imaginem o sorriso do Dudu Surita e do Emílio Eric Surita *-*] então não consegui deixar de rir também...
-Então Sam... - começou o de olho mel - Não vai apresentar sua amiga, não ?
O outro, de olho azul, sorriu e me olhou. Eu olhei para a Sam.
-É Sam, não vai me apresentar? -ela riu.
-Oferecida... - ela revirou os olhos e levantou. - Esse é o Vitor. - ela apontou para o de olhos azuis. - E esse é o Nicholas. - Ela foi na frente do de cabelo castanho. - Meninos essa é a Lizi, mas ela prefere Liz, ela se mudou pra cá ontem e já me escolheu como Best, né Liz? - ela sentou do meu lado e me abraçou.
-Pois é. - dei um tapinha na cabeça dela. - Infelizmente. - nos rimos.
Eles se sentaram do nosso lado e nós ficamos conversando. Depois de um tempo o Vitor e a Sam, entraram na água. Ela realmente é muito amiga deles, ainda bem [hehehe]
-Então, você vai na festa hoje a noite? - Nicholas e eu estavam já bem relaxados.
-Não sei nem onde é... - fiz biquinho.
-Ain, você é tão lindinha. - ele apertou minhas bochechas. - Eu te levo, não se preocupa Liz.
-A então se você for eu vou. - rimos.
-A Sam e o Vitor, também vão.
-Isso é um problema?
-Não, claro que não - eu sorri.
-Ai vamos na água também? - me abanei.
-Claro. - ele sorriu safado, me pegou no colo e foi correndo para a ponte.
-Não Nick, não me joga, eu tenho medo. - fiz drama e me colei mais com ele.
-Não tem problema, eu vou com você... - ele pulou comigo no colo.
-Aaaaaai que gelo Nicholas. - joguei água nele.
-Você que quis vir aqui, não me culpe Liz.
-Tá bom eu não te culpo, se você me levar pra lá. - montei nele, como cavalinho, e apontei pra onde a Sam estava.
-Tem certeza que quer estragar o clima deles? - ele riu.
-Lógico que quero. - eu ri.
-Você manda senhorita - ele foi nadando pra lá.
Ficamos lá por mais um tempo até sairmos, já eram umas 4 horas. Andamos até minha casa que é a mais perto.
-Então te pego as seis. - O Nick piscou pra mim. E os outros dois patetas fizeram "uuuui" em coro. Eu fiquei vermelha na hora, claro.
-É, as seis. - eu concordei. - Beijo beijo amores.
Entrei em casa e dei um berro.
-Que é isso filha? - perguntou minha mãe saindo da cozinha, secando as mãos no avental.
-Trabalhando mãe? Que milagre... - brinquei abraçando ela.
-HAHA! Não fuja do assunto Lizi. - ela me olhou nos olhos.
-Conheci dois G-A-T-O-S hoje e o Nick me convidou pra sair. - Suspirei lembrando daquele sorriso lindo.
-A é. Que bom filha. - percebi os olhos dela brilhando.
-Pois é. - continuei - Mas agora eu preciso ir me arrumar, ele vai me pegar as seis.
-Nossa que cavalheiro. - minha mãe piscou pra mim.
-Sim sim... - revirei os olhos. - Fala sério mãe...
Entrei no meu quarto e escolhi um vestido preto que fica um pouco antes do meu joelho, e uma sandália de salto fino, afinal, deve ser tipo uma balada. Entrei no banheiro e tomei meu banho, passei um creme no corpo e me vesti. Sequei meu cabelo e fiz baby-lizz, ficou tão lindo *.*.
Passei uma maquiagem básica e escolhi dois brincos de strass prateado, prendi o meu cabelo num meio-rabo e passei o gloss. Estava pronta para o meu "encontro". Fui para sala esperar um gato sensual envolvente chamado Nicholas...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Capítulo VII


Acordei com o sol invadindo o meu quarto sem permição. A cortina estava um pouco aberta e o pequeno fio de luz mirava diretamente em mim, apesar de não gostar de acordar cedo eu gostei de ser acordada desse jeito, sem gritaria, sem sopro no ouvido, sem carinho nenhum, só com a luz do sol e alguns passarinhos cantando. Finalmente eu estava começando a gostar de Avaré. Levantei da cama muito disposta e olhei no relógio.

Caraca. - pensei. - 6 horas, dormi o que? 2 horas e meia e to tão disposta assim? Esse lugar me faz bem mesmo - sorri com o meu raciocinio.

Arrumei minha cama e escolhi um vestidinho solto para ficar dentro do sítio, fiz duas tranças no meu cabelo, que estão bem grandes por sinal estão batendo até quase a minha cintura.

Depois que eu terminei de me arrumar e tudo mais sai do quarto e fui lá fora onde minha mãe pendurou uma rede branca. Comecei a balançar observando a paisagem. Foi quando um cachorro, São Bernardo acho, ele tinha um pelo branco com algumas manchas marrons, comecei a brincar com ele.

-Oi cachorrinho. – o cachorro é gigante, mas tudo bem... – Vem cá vem. – fiz um gesto com a minha mão, chamando o cachorro.

Ele veio ainda abanando o rabinho, definitivamente muito muito fofo.

O cachorro deitou de barriga pedindo carinho, atenção.

- Ai, eu queria tanto saber seu nome cachorrinho... – falei passando a mão na barriga dele. – Sabia que a minha mãe não me deixa ter cachorrinhos. – ele se virou e sentou me olhando com a cabeça de lado. –Sim, ela é uma chata. – brinquei, puxando de leve a orelha dele.

Rex, Rex. – ouvi ao longe. – Vem aqui Rex. – e depois uns assovios.

O cachorro que eu estava brincando, olhou para onde vinha o som e deu uma choradinha, depois me olhou.

-Vamos eu te levo lá Rex. – eu falei e ele se levantou rapidamente abanando o rabo.

Comecei a andar e o Rex me mseguindo. Atravessei uma “rua” de terra até chegar em uma casa grande, muito grande mesmo, toda branca e cheia de flores no jardim.

Lá dentro havia uma menina, acho que da minha idade, sentada balançando uma coleira preta.

-Aqui esta Rex. – eu abri a porteira e a menina me olhou e deu um sorriso.

-REX! – ela gritou enquanto corria ao encontro do cachorro. – Então era com essa menina bonita que você estava né, seu safado. – ela ria enquanto Rex a lambia. A menina realmente estava muito feliz, dava pra ver no rosto e no riso relaxado dela. Então sem perceber comecei a rir junto com ela, afinal era uma cena muito linda. – Obrigada menina, - Disse a menina para mim. – Ele estava desaparecido desde ontem de manha.

-Nada, sempre que precisar, estamos aqui.

-Obrigada, mas uma vez – ela sorriu. – Você esta na casa de algum parente?

-Não não, acabei de me mudar para cá. É bem bonita sua casa. – eu estava sorrindo em quanto analisava a casa.

-Ai que legal. – ela sorria ainda. – Obrigada, não quer entrar?

-Posso? – perguntei surpresa.

Não foi ela quem respondeu, o Rex veio e colocou seu focinho preto embaixo do meu braço.

-Tudo bem já estou indo. – eu disse rindo e fazendo carinho no meu mais novo amiguinho peludo.

-Oi – ela me cumprimentou.

-Oi – eu ri.

-A, nem me apresentei. Meu nome é Samantha.

-Ai eu amo esse nome. – conclui. – o meu é Lizi. – fiz uma careta.

-Lindo. – ela sorriu.

Nos rimos, entramos e a Sam [como eu a chamo agora] me mostrou sua casa toda. Ficamos no seu quarto conversando, e descobrimos como temos muitas coisas em comum. Demos muitas risadas. A Sam era definitivamente a pessoa mais engraçada que eu já conheci. Eu já conhecia Dona Flor, a mãe da Sam, e ela me falou que tem um irmão. Esse eu ainda não conheço, pois ele ainda esta na escola, mas quando eu me animava, ela me falou que o irmão dela tem só 10 anos. EU MEREÇO NÉ. Será que não tem nenhum menino da nossa idade aqui?

-Sam, - perguntei quando já estávamos quietas.

-O que foi Liz?

-Tem meninos da nossa idade aqui? – me levantei

-Claro muitos, a maioria deles anda todos juntos, porque tem uma menina, a Lara, que sabe, ela azara todos eles, e eu particularmente acho ela feia, feinha de da dó, coitada. Ela anda com umas meninas e ela praticamente MANDA no condomínio. Nossa como eu odeio essa menina. É a treva viu...

-A tá. – foi só o que eu disse. – Caraca, já to atrazada pro almoço e nem comi nada durante o café. – fiz cara de preocupada.

-Tudo bem, vai lá, depois eu passo lá na sua casa pra gente ir pra represa – ela deu uma piscadinha e eu entendi, os meninos estariam lá.

Fui correndo eufórica pra casa. Quando cheguei lá, minha mãe por incrível que pareça estava na varanda costurando, enquanto o cheiro de polenta vinha de lá de dentro de casa.

-Mããããe, que fome. – eu disse sentando do lado dela.

-É acho que a Lu quer matar agente com esse cheirinho. – ela tirou os óculos e sorriu. – onde você estava mocinha.

-Ai eu estava com a Sam mãe.

-Sam? – ela perguntou curiosa.

-É mãe, é que hoje, quando eu acordei.... – contei toda a história pra ela, no almoço falei do que nos conversamos e enquanto secamos a louça eu disse: - E daqui a pouco ela vai passar aqui para agente ir pra represa. – sorri.

-Ai que lindo filha, você já tem uma amiguinha.

-Mãe, fala sério... amiguinha? – ela riu. – Bom eu já vou me trocar. Beijo beijo.

Corri para o meu quarto e peguei o meu melhor biquíni, o que me deixava com mais peitão de todos. Sorri satisfeita e peguei minha canga e amarrei na cintura. Ouvi uma batida na porta do meu quarto e logo imaginei que seria minha mãe.

-Oque foi mãe? – perguntei.

-Errou é a Sam.

-Sam! – falei eufórica. – Uau menina, como você ta gata. – Fiz ela dar uma voltinha. Ela como uma morena que pinta o cabelo de loiro que se preze, estava com um biquíni azul, da cor dos seus olhos e uma canga verde limão, linda linda, usava uma havaiana azul também. Seus olhos estavam maquiados e sua franja presa pra trás, carregava uma bolsa verde limão.

-Vamos então? – ela sorriu.

-Claro! – dei o braço para ela e então fomos caminhando até chegarmos na represa, chegando lá estendemos nossas cangas e deitamos de barriga para baixo, ela tirou da sua bolsa dois sucos de laranja, provavelmente feitos pela mãe dela. Estavam muiito gelados, muito bom, para o calor que faz aqui em Avaré. Ficamos conversando, até que dois meninos de moto chegaram em cima da ponte, tiraram a camisa e pularam na represa.

Eu delirei com a imagem dos dois gatos sem camisa. Fiquei numa pose mais sensual possível.